Religião ou Ciência? O Reiki está nos hospitais — e no centro de um conflito que ninguém quer encarar

⏱️ Leitura: ~6 min · Mundo Reiki

Religião ou Ciência? O Reiki está nos hospitais — e no centro de um conflito que ninguém quer encarar

Se o Reiki não é ciência… nem religião…
por que está dentro de alguns dos principais hospitais do Brasil?

Essa é a pergunta que realmente importa.

Durante muito tempo, o debate ficou preso em um lugar confortável: acreditar ou desacreditar. Classificar ou descartar. Mas a realidade mudou — e seguiu em frente sem esperar consenso.

Hoje, o Reiki está presente em instituições como o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital Israelita Albert Einstein, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP e o Centro Infantil Boldrini.

Também faz parte do Sistema Único de Saúde por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.

Ou seja: não estamos mais falando de uma ideia.

Estamos falando de prática.

Dentro desses espaços, o Reiki não substitui tratamentos médicos. Ele atua como prática complementar, integrando propostas de cuidado que buscam reduzir dor, ansiedade, estresse e melhorar o bem-estar geral.

E tudo isso dentro de ambientes que operam com responsabilidade clínica, protocolos e equipes multidisciplinares.

Mas existe um ponto que quase sempre é evitado:

A relação com a religião.

No Espiritismo, por exemplo, o Reiki costuma ser compreendido como uma forma de manipulação energética, com semelhanças ao passe espírita.

Ambos utilizam a imposição de mãos.
Ambos buscam equilíbrio energético.

Mas seguem caminhos diferentes.

No passe, há a participação de espíritos desencarnados no processo.
No Reiki, a prática se baseia na canalização da energia universal.

São próximos na forma.
Distintos na explicação.

Já em outras tradições religiosas, o posicionamento é mais direto.

A Igreja Católica considera o Reiki incompatível com sua doutrina, apontando ausência de base científica e possíveis conflitos teológicos. Parte significativa das correntes evangélicas também rejeita a prática, associando-a a correntes espiritualistas ou à chamada “Nova Era”.

Ou seja:

Enquanto alguns aproximam…

outros rejeitam completamente.

E isso revela algo importante:

O Reiki não gera consenso.
Ele gera tensão.

Entre ciência e experiência.
Entre fé e prática.
Entre aceitação e resistência.

E, ainda assim, ele continua avançando.

Silenciosamente.

Dentro de hospitais.
Dentro do SUS.
Dentro de programas de humanização e cuidado ampliado.

A Organização Mundial da Saúde já reconhece, há anos, a importância das práticas integrativas como complemento aos sistemas de saúde, ampliando o olhar sobre o que significa cuidar.

E o Brasil decidiu colocar isso em prática.

Então talvez seja hora de atualizar a pergunta.

Não mais: “Reiki é religião ou ciência?”

Mas sim:

Por que algo que já está presente em hospitais de ponta, políticas públicas e diferentes visões espirituais — mesmo que conflitantes — ainda encontra tanta resistência?

Talvez o Reiki não esteja tentando provar nada.

Talvez ele esteja fazendo algo ainda mais incômodo:

Funcionando… mesmo sem caber perfeitamente nas explicações que conhecemos.

E se isso for verdade…

a discussão não é sobre o Reiki.

É sobre os limites daquilo que estamos dispostos a aceitar como cuidado.


Referências e Leituras Complementares

  • Ministério da Saúde do Brasil.
    Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).
  • Organização Mundial da Saúde.
    Traditional, Complementary and Integrative Medicine.
  • Hospital Sírio-Libanês.
    Núcleo de Cuidados Integrativos.
  • Hospital Israelita Albert Einstein.
    Práticas Integrativas em Saúde.
  • Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP.
    Abordagens terapêuticas complementares.
  • Centro Infantil Boldrini.
    Programas de humanização e terapias complementares.
  • João Magalhães.
    Estudos e conteúdos sobre Reiki e espiritualidade.
  • United States Conference of Catholic Bishops.
    Guidelines for Evaluating Reiki as an Alternative Therapy.
  • Associação Médico-Espírita do Brasil.
    Estudos sobre imposição de mãos e saúde.

Autor

Ruy Fernando Morelli é Mestre em Reiki e fundador do Mundo Reiki, portal dedicado ao estudo estruturado do Sistema Usui.

Seu trabalho busca integrar história, método, ética e prática, contribuindo para uma compreensão mais consistente do Reiki como caminho de desenvolvimento pessoal.

O Reiki continua

Na prática. Na presença. Na forma como escolhemos viver, cuidar e perceber o mundo.

🌎 O Reiki atravessa culturas, idiomas e experiências humanas.
Presença • Consciência • Cuidado • Integração
Rolar para cima