Reiki em paciente oncológico: um relato de transformação e cuidado integrativo

É profundamente significativo para mim testemunhar as transformações que o Reiki proporciona — não apenas em minha própria vida, mas também na vida das pessoas que atendo. Por isso, compartilho aqui um relato que marcou minha trajetória como reikiana.
Em 2016, fui procurada por um casal. O esposo realizava tratamento semanal com quimioterapia para conter um tumor na região abdominal, após já ter passado por sete cirurgias ao longo de sete anos. A esposa chegou até mim por indicação de uma amiga em comum.
Expliquei a eles que o Reiki pode atuar como uma prática complementar, contribuindo para o equilíbrio emocional, relaxamento profundo e fortalecimento energético — aspectos que podem auxiliar na forma como o paciente enfrenta o tratamento convencional. Ressaltei também que o Reiki integra as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), sendo utilizado como apoio em diferentes contextos de cuidado.
Sugeri, inclusive, que ambos participassem das sessões, pois o processo também exige suporte emocional de quem acompanha o paciente.
Na primeira sessão, percebi claramente a resistência dele — algo compreensível diante da falta de conhecimento sobre a técnica. No entanto, um momento marcante aconteceu: sua médica oncologista, ao saber que ele estava iniciando o Reiki, incentivou a continuidade como prática complementar. Esse apoio foi fundamental para que ele se abrisse à experiência.
No início, ele apresentava características típicas de quem está em tratamento quimioterápico: pele pálida, ausência de cabelos e pelos, aparência fragilizada. Após algumas sessões, fizemos uma pausa de 15 dias devido às confraternizações de fim de ano.
Ao retomarmos, vivi um dos momentos mais emocionantes da minha trajetória: sua aparência havia mudado visivelmente. A pele estava mais corada, havia sinais de recuperação da vitalidade e sua disposição era outra. Foi impossível não me emocionar.
Com o passar das semanas, as transformações se estendiam além do físico. O casal relatava melhorias no relacionamento, no trabalho, no lazer e no fortalecimento da fé — aspectos fundamentais no enfrentamento de um processo tão desafiador.
Após dois anos de acompanhamento, veio a grande notícia: ele havia encontrado um especialista capaz de realizar a cirurgia para remoção do tumor, localizado em uma área delicada. A cirurgia foi bem-sucedida e, após o procedimento, ele não precisou mais continuar com a quimioterapia. Foi um momento de profunda alegria para todos nós.
Esse caso representa, para mim, uma confirmação da importância do cuidado integrativo. As transformações observadas ao longo do processo podem ser compreendidas como resultado de múltiplos fatores — físicos, emocionais e energéticos — que, quando alinhados, ampliam as possibilidades de bem-estar e enfrentamento.
O Reiki não substitui o tratamento médico convencional, mas pode atuar como um suporte complementar, promovendo acolhimento, equilíbrio e qualidade de vida ao paciente. Os resultados podem variar de pessoa para pessoa.
Isso é o cuidado na sua forma mais sensível.
Isso é presença.
Isso é Reiki.
Sobre a autora
Adriana Santos é mestra em Reiki, com atuação em Cubatão – SP e também com atendimentos on-line. Sua trajetória é marcada por um profundo processo de transformação pessoal, iniciado através do Reiki e desenvolvido ao longo dos anos com estudo, prática e consciência.
📷 Instagram: https://www.instagram.com/espacoadrianasantos/
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